Tráfego pago: por que CPL baixo nem sempre é bom negócio
Lead barato não vende. Entenda por que olhar só pro custo por lead te leva a investir em audiência ruim — e como medir o que realmente importa.
Toda empresa que começa a investir em mídia paga olha primeiro pro CPL — o custo por lead. É natural. Mas é também o caminho mais rápido para gastar dinheiro com gente que nunca vai virar cliente.
A armadilha do “lead barato”
Campanhas mal segmentadas no Meta Ads conseguem CPL de R$ 3 ou R$ 5. Parece ótimo no dashboard. Só que esses leads vêm de:
- Pessoas que clicaram sem intenção real
- Curiosos que querem “saber o preço”
- Concorrentes pesquisando seu produto
- Quem não tem ticket médio compatível com o seu negócio
No final do mês, o vendedor recebeu 400 leads. Falou com 80. Marcou 12 reuniões. Fechou 2. O CPL foi baixo, mas o CAC (custo de aquisição de cliente) foi absurdo.
O que importa de verdade
A métrica que precisa estar no centro do seu painel é leads qualificados que viram venda — ou, indo mais longe, margem líquida por real investido em mídia.
Para fazer isso direito, você precisa:
- Definir o que é um lead qualificado para o seu negócio (não para o Meta)
- Conectar o dado de campanha ao CRM para ver o que aconteceu depois do clique
- Olhar o ciclo completo de venda, não só o topo do funil
- Acompanhar margem real, não receita bruta
Como pensamos isso na Seometryc
A primeira pergunta quando começa um trabalho de tráfego pago é simples: qual o ticket médio da venda fechada? Porque um lead de R$ 5 mil custa diferente de um lead de R$ 50 mil — e a abordagem de remarketing também.
A segunda pergunta: qual o ciclo de venda? Anúncio que captura lead com decisão de horas é muito diferente de campanha B2B com 90 dias de funil.
Tráfego pago não é volume. É precisão.
Se você está investindo em mídia e não consegue correlacionar campanha → lead → venda, a gente precisa conversar.